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Brasil tem menos casas com TV a cabo e mais gente vendo filme na internet, segundo IBGE

Em valores absolutos, Brasil registrou 1,5 milhão de domicílios com TV a cabo a menos em 2017 do que observado um ano antes

RIO  –  O serviço de televisão por assinatura — que oferece uma série de canais exclusivos, de acordo com o pacote contratado — estava presente em 32,8% dos lares brasileiros em 2017, proporção ligeiramente menor do que no ano anterior (33,7%). Isso corresponde a uma redução de 333 mil domicílios, para 22,344 milhões.

De acordo Adriana Beringuy, responsável pela pesquisa Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) do IBGE, a queda pode estar relacionada à perda de renda dos brasileiros durante a crise, o que provocou cancelamento de assinaturas, além do aumento da concorrência de serviços streamings (Netflix, Amazon e HBO Go).

Esse avanço dos serviços de streaming aparece na pesquisa, por exemplo, nas estatísticas de uso da internet em televisores. Segundo a pesquisa, o equipamento passou a ser utilizado por 16,1% dos domicílios que acessaram a rede em 2017, bem acima do registrado no ano anterior (11,7%). Trata-se de um total de 8,5 milhões de domicílios.

Além disso, 81,8% dos brasileiros que acessaram a internet em 2017 declaram que uma das finalidades era assistir a vídeos, inclusive programas, séries e filmes. É uma prática, portanto, mais comum do que enviar ou receber e-mail, mencionada por 66% dos internautas

Divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE, a pesquisa mostra que o principal motivo para a ausência da TV por assinatura nos domicílios pesquisados permanece sendo o preço do serviço (55,3% das justificativas). “É mais barato assinar um serviço de streaming do que um pacote de canais de televisão. Então o custo ajuda a explicar isso”, disse Adriana.

Outros motivos para a ausência desse serviço nos domicílios era falta de interesse (39,8%) e a indisponibilidade do serviço (1,6%).

A TV por assinatura é mais frequentemente encontrada nos domicílios de áreas urbanas (35,6%) do que rurais (14,1%). Essa diferença pode ser explicada por diferentes fatores, desde a indisponibilidade do serviço nas áreas rurais, devido ao custo para que empresas instalem equipamentos e façam o cabeamento, até a menor renda no campo.

Entre as grandes regiões, os maiores percentuais de uso do serviço de TV por assinatura estava no Sudeste: 43,2% dos lares no ano passado. Esse percentual, porém, também era maior no ano anterior (44,8%). A proporção do uso do serviços era menor no Sul (34,7%), Centro-Oeste (30,3%), Norte (21,9%) e Nordeste (18%).

TV digital

Oito em cada dez domicílios do país estavam prontos para receber o sinal digital de TV aberta no fim de 2017, o equivalente a 54,3 milhões de lares (79,8% do total). Esse era o universo de domicílios com televisores equipados com conversor para o sinal digital, seja um adaptado ou instalado de fábrica. Essa proporção avançou rapidamente em relação

Nem todos dos domicílios, porém, tinham o sinal digital disponível. Segundo o IBGE, dos 54,3 milhões de lares prontos, 8,3 milhões ainda não tinham o sinal disponível. Na maioria desses locais, portanto, o que existia era ainda o sinal analógico, que não foi desligado em todo o país.

Em 2018, o governo acelerou o desligamento do sinal analógico em uma série de cidades do país. Desta forma, a tendência é que a conversão dos domicílios para o sinal digital tenha se acelerado. Como referem-se ao fim de 2017, os números fornecidos pelo IBGE provavelmente estão defasados.

De acordo com a Anatel, cerca 1,7 mil municípios do país operam atualmente apenas com o sinal digital. A expectativa é que a migração completa ocorra até dezembro de 2022.

O desligamento traz a vantagem de liberar a faixa de frequência de 700Mhz, que pode ser utilizada para ampliar a cobertura do sinal 4G para telefones celulares.

O IBGE também identificou um substancial aumento do número de domicílios com televisão de tela fina no país, que passou de 45 milhões em 2016 para 49 milhões um ano depois. Esse incremento pode estar relacionado a promoções e ao desligamento do sinal analógico em diversas cidades. Por outro lado, os domicílios com televisão de tubo declinaram de 31.

Fonte: www.valor.com.br

Sobre NMarques

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